Estudantes Sanjoanenses apresentarão projeto em torneio nacional de robótica

Publicado em 30 de Janeiro de 2020 às 16:03


Estudantes Sanjoanenses apresentarão projeto em torneio nacional de robótica

Alunos de São João Del Rei (MG) desenvolvem app de celular para democratizar acesso de deficientes auditivos em ambientes públicos.

Cinco alunos do SESI de São João Del Rei desenvolveram um aplicativo que permite a pessoas com deficiência auditiva o acesso a informações em espaços públicos de cultura, como museus, igrejas e monumentos históricos. O projeto, batizado de “Deaf Code”, é uma das 100 inovações tecnológicas selecionadas para participar do Torneio de Robótica FIRST LEGO League (FLL), que ocorre em São Paulo, no início de março.

“Visitamos o museu da cidade e vimos que não tem acessibilidade nenhuma para pessoas surdas, nem a presença de intérpretes”, conta Bárbara Neri, de 15 anos, estudante e integrante da equipe de robótica “Atombot”. “O Deaf Code tem a proposta de ser totalmente acessível. Quando for ativado em alguma obra, vai mostrar um vídeo de animação. Vimos que essa é uma maneira de ativar a memória visual do surdo. Como ele gesticula por sinal, ele tem a memória visual muito melhor que a maioria das pessoas”, explica. O técnico Paulo de Tharso ressalta ainda que o aplicativo também poderá ser utilizado por deficientes vizuais e analfabetos.

Por meio da pesquisa e do trabalho árduo, com treinos de seis horas por dia, o grupo descobriu que a iniciativa é inédita no país. “Especialistas nos informaram que, por meio do vídeo, é possível passar a informação para qualquer pessoa. É interessante porque esse não é um problema só da nossa cidade, é no Brasil inteiro”, comenta ele.

Por conta disso, o desafio, segundo Bárbara, é ainda maior, já que a iniciativa é “revolucionária”. “Assim que o Deaf Code ativar essa animação, a gente vai conseguir transmitir muito mais informação para o surdo classificador. Vamos ter a democratização para o acesso à cultura para as parcelas surdas”, fala com entusiasmo.

A competição
O Torneio de Robótica FIRST LEGO League reúne 100 equipes formadas por estudantes de 9 a 16 anos e promove disciplinas, como ciências, engenharia e matemática, em sala de aula. De 31 de janeiro a 16 de fevereiro, haverá as disputas regionais. Os melhores times garantem vaga na etapa nacional, que ocorre em março, em São Paulo.

O objetivo é contribuir, de forma lúdica, para o desenvolvimento de competências e habilidades comportamentais exigidas dos jovens. Todo ano, a FLL traz uma temática diferente. Em 2020, os competidores terão que apresentar soluções inovadoras para melhorar, por exemplo, o aproveitamento energético nas cidades e a acessibilidade de casas e prédios.

Repórter:Jalila Arabi